sexta-feira, 5 de agosto de 2016

NÃO ACEITO CHACOTA DE GRINGO


São dois extremos midiáticos na qual somos inconsequentemente atacados. No Brasil, temos a globo golpista, que tenta maquiar os problemas reais, quer mostrar maravilhosas mentiras e uma visão distorcida sobre os fatos. Fora das nossas fronteiras, perde-se o respeito, viramos pessoas canibais erotizadas que convivem no meio de bastante merda, literalmente. Somos padecentes de estereótipos sem cessar. Duas visões sobre o mesmo evento, uma positiva outra negativa, uma nacional outra internacional, uma golpista outra indiferente, ambas manipuladoras que fogem da verdade. O que me trás a esse texto é exatamente esses absurdos mediáticos, estamos numa tendência de achar que só pelo fato da imprensa estrangeira não ser golpista é que ela vai ser realista.  Um fato é criticar toda a incompetência politica brasileira, agora menosprezar e diminuir um povaréu que batalha todos os dias pelo seu sustento é inaceitável, incabível. Venho por este indicar que não aceito a mangação por parte da mídia internacional, vulgo americana e europeia.
Pela segunda vez as olimpíadas de verão serão sediadas em um país da América Latina, continente que não possui nenhuma condição de viabilizar os jogos tais como na Europa. A verdadeira intenção dos organizadores era a de mostrar uma imagem de mundo igualitário e unido, mas a verdade é que vivemos numa completa desigualdade generalizada e global. Baseando-se nessa realidade, o que se esperava dos jogos do Rio? Eu como brasileiro sei muito bem as nossas dificuldades, porque vivo parte delas. Sei que sempre fomos envoltos por corrupção, que sofremos um golpe na democracia e que desde 1500 a nossa historia é de um gigantesco massacre ocidental. Sei também que o cidadão brasileiro enfrenta uma jornada incansável de oito horas diárias no trabalho, passa por dificuldades financeiras, convive com uma bruta violência e tem seus direitos civis usurpados pelo governo.  Agora me vem uma mídia internacional, que zomba da nossa cara, sem pesar que somos as próprias vitimas, como se vivêssemos na mesma realidade e que assim não fossemos competentes o suficientes para melhor recebe-los. A nossa pátria é sacrificada por chacotas injustas e irreais. Mais absurdo ainda é ler de alguns portais jornalísticos nacionais que merecemos toda essa negativa humilhação. Não, nós merecemos respeito, estamos no meio de uma difícil batalha democrática e o que menos precisamos é da satirizarão de nossas vidas. A comunidade brasileira não deve tamanha injuria, e esta pagando por toda falsa imagem que o governo fez.
Não estou defendendo a má gestão brasileira, nem a corrupta administração das verbas. É que é injusto virem nos julgar por isso, não concordamos com o massivo financiamento do dinheiro publico e nem com a falsa imagem de país feliz transmitida lá fora. A massa popular não pediu a sede olímpica. Nós brasileiros vivemos nesse governo golpista, dentro de uma baderna politica e sofremos a total consequência da manipulação e falta de interesse popular. Agora, como se pôde esperar algo brilhante de um Estado tão problemático como o nosso? Tais problemas que foram impostos pela polarização econômica e centrada no hemisfério norte.
Se essa galera vive bem lá fora é porque vivemos mal aqui dentro. Me indigna, esse ajuntamento estrangeiro achar que temos as mesmas condições, e de ousar criticar somente agora, sendo que os problemas sempre estiveram ai e eles deram a mínima atenção. Sabe a importância do Rio de Janeiro nesse momento? É a de mostrar que os problemas do mundo são grandes, que ainda povos da América Latina vivem em situação precária e que nunca teríamos as mesmas oportunidades que os habitantes do “1º mundo”.

- CALÚ BLOOM

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